Ane y Alfredo





Quem somos:
Ane, brasiliana
Alfredo, italiano

Onde moramos:
Rome, sweet Rome
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Ane: jornalista, paulistana, aquariana, ex-praticante de equitação

Alfredo: cineasta, carpinetano, leonino, fumante assumido, defensor dos benefícios de um par de chinelos e da preguiça no sofá
Isabella: 17 meses de vida; taurina, il nostro piccolo, grande amore

O que Alfredo faz melhor que Ane:
enrolar o spaghetti com o garfo

O que Ane faz melhor que Alfredo:
escovar os dentes sem sujar o espelho do banheiro

O que Ane ainda não consegue fazer em italiano:
falar com o sotaque romano de Antonello Venditti ou digitar com rapidez no teclado projetado para a língua de Dante

O que Alfredo confunde em português:
troca a palavra “parabéns” por “complimentação”... tem o seu charme, é claro

Nosso contato:
aneliseg@hotmail.com


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reporters sans frontières

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Quarta-feira, Agosto 31, 2005
 
Pensieri notturni

4:30 da manhã. A voz metálica da Isabella através da babá eletrônica invade o meu criado-mudo. Me levanto no escuro, enquanto Alfredo balbucia algo incompreensível.
Caminho descalça para não fazer barulho e acabo tropeçando no armário que sempre dividiu o nosso quarto mas que esta noite parecia invisível.
Pego a Isabella no colo e enquanto tento fazer ela dormir novamente penso nos primeiros dias de vida dela e nas nossas primeiras noites em claro. Isso foi há menos de quatro meses mas cada dia que passa é tão cheio de descobertas que parece que passou muito mais tempo.
Lembro de minha mãe aqui em casa, que por cumplicidade também acordava comigo no meio da noite e me ajudava a preparar as mamadeiras noturnas.
È triste ser avó à distância, disse ela em uma daquelas ocasiões. Naquele momento estava tão ennvolvida emocionalmente com as dores e delícias da maternidade que não me dei conta do significado daquela afirmação.
Hoje digo, sem hesitar, que comprendo melhor meus pais e que posso imaginar com mais realismo o que significa viver longe de uma filha.
Também me pergunto se Isabella sentirá falta de algo que para mim era parte indispensável do meu dia-a-dia, ou seja, meus avós, que infelizmente não estão mais entre nós.
Meu avô paterno, por exemplo, era a personificação da humildade. Chamava-se Pedro, era espanhol e enfrentou, ainda criança, o drama do pós-guerra em uma terra desconhecida. Me lembro das histórias que me contava depois da escola, sentado em sua poltrona preta.
Também me ensinava diversas palavras em espanhol.
Penso em seu sorriso tímido e de suas memórias da terra natal. Uma delas era o perfume dos pães assados que ele observava do lado de fora da padaria enquanto passava de bicicleta. Também era comum encontrá-lo escutando no rádio os jogos do Corinthians, uma de suas paixões.
Infelizmente, convivi pouco tempo com meu avô materno, José, que me levava sempre para passear no parque, construia brinquedos de madeira, como arco e flecha, para mim e meus primos e brincava com a gente no quintal imenso da casa deles, com direito a pé de abacate de mamão. O quintal também era palco de animadas festsa juninas.
De minhas avós tenho doces lembranças. Aquela paterna, de origem polonesa, demonstrava o seu afeto com a preocupação sobre o meu futuro e o de minha irmã. Repetia sempre: guarde bem este dinheirinho?
Aquela materna era a típica avó faz tudo. Me fazia blusas de lã, comprava meu doce preferido na feira e rezava para mim toda vez que tinha que enfrentar uma prova de matemática.
Estas pessoas, de uma certa maneira, ainda fazem parte da minha vida.
Me dou conta de quantas coisas em minha personalidade foram influencidas pela presença de meus avós.Isabella, infelizmente, tem avós que moram relativamente perto (cerca de 70 km de Roma) e avós que moram realmente longe, meus pais.
Só espero que os momentos que ela estiver na companhia de cada um deles sejam intensos e inesquecíveis, assim como o de meus avós ainda são para mim.



Terça-feira, Agosto 30, 2005
 
Abandono de recém-nascidos

Uma das notícias cada vez mais frequentes em solo italiano é o abandono de recém-nascidos.
Se por si só este é um fato que deixa qualquer um revoltado, o pior de tudo é que alguns deles são encontrados dentro do lixo, já sem alluma esperança de sobreviver.

Semana passada mesmo dois bebês foram abandonados dessa maneira, ambos filhos de cidadãs estrangeiras. Veja bem. Com isso não quero dizer que todas as imigrantes são menos responsáveis ou insensíveis. Também não significa que um comportamento destes é perdoável.

A incidência do problema é maior entre estrangeiras porque, na maioria dos casos, trata-se de pessoas clandestinas, que entraram ilegalmente no país e temem ser expulsas caso sejam identificadas em um hospital público.

Para tentar solucionar este problema o Ministero per le Pari Opportunità criou uma campanha de informação (manifesto ao lado) evidenciando o fato que qualquer pessoa pode ter um parto em um hospital público, mesmo anonimamente, e deixar a criança lá para uma futura adoção.

A idéia é positiva mas acho que a campanha peca em alguns aspectos. Primeiro, os manifestos foram criados em italiano, deixando de lado o fato que o target da campanha são estrangeiras que na maior parte dos casos conhecem pouco a língua italiana. Além disso, só vi o tal manifesto em hospitais públicos e acho que tal campanha deveria contar com a divulgação de associações e comunidades estrangeiras, além de ser distribuída em locais frequentados por estrangeiros.

Mas mudando de assunto, ontem, pela primeira vez, Isabella dormiu em seu próprio quarto. O berço que temos ao lado de nossa cama estava ficando pequeno e eu e o Alfredo resolvemos que era hora de tentar colocá-la em seu quarto.
Colocamos a babá eletrônica no berço maior e ela dormiu tranquilla, até às seis da manhã.
Quem dormiu pouco fui eu, que me levantei diversas vezes para ver se estava tudo em ordem.



Segunda-feira, Agosto 29, 2005
 
De volta para casa














Voltamos.
Depois de quase 15 dias longe, estamos novamente em nossa casa. Passamos dias tranquilos, típicos de quem vive em uma cidade pequena (Carpineto Romano, fotos). Nada além de breves passeios matutinos, leitura e o prazer do dolce far niente.

De noite mesmo só saí anteontem porque fomos convidados para a festa de casamento de um amigo do Alfredo. Isabella, que está acostumada a dormir às 20:30, resistiu um pouco mas assim que a música altissíma começou a tocar ela começou a chorar e não parou mais por cerca de duas horas. Resultado, acabamos deixando a festa antes do previsto.

Enfrentamos um pouco de trânsito ontem porque para a maioria dos italianos esta foi a última semana de férias. Para nós idem.

Chegando em casa começamos a colocar ordem em tudo. Primeiro tivemos que desfazer todas as malas mas ainda estamos com a geladeira vazia e hoje o programma obrigatório será fazer compras.

Também liguei para o Consulado para marcar a data para registrar o nascimento da Isabella, coisa que só será possível no final de setembro.

Tenho diversos assuntos para comentar aqui e assim que der volto a escrever com frequência.



Segunda-feira, Agosto 15, 2005
 

Ferragosto

Hoje é Ferragosto, um dos principais feriados aqui na Itália. Como previsto, os romanos fugiram da cidade, que a cada 15 de agosto torna-se, quase sempre, sempre território exclusivo de turistas. Os museus foram uma das poucas atrações que ficaram abertas na cidade.
Nós passamos o dia em uma cidadezinha perto de Roma chamada Ronciglione (foto). Almoçamos em um restaurante a beira do lago mas o tempo estava nublado e o vento forte.
Isabella ficou o dia inteiro muito agitada, não dormiu e na tentativa de acalmá-la eu mal consegui engolir os pratos que acabaram esfriando na mesa. Faz parte.
Chegamos em casa por volta das oito da noite e ela começou a chorar, desesperada de sono. Não quis nem comer e desabou. Eu também me sinto exausta hoje e nem sei de onde tirei forças para escrever este post, com as luzes apagadas para não acordá-la, agora que são quase onze da noite.
Amanhã partimos para Carpineto, a cidade onde moram meus sogros, para mais 15 dias de férias. Vou sentir falta de escrever aqui estes dias, mas volto logo e com fotos.
Allora, ci vediamo presto.



Sexta-feira, Agosto 12, 2005
 
Amanhã Isabella completa três meses de vida e hoje, enquanto trocávamos olhares e conversávamos em um idioma que pertence exclusivamente a nós, me peguei pensando naquilo que desejo a ela.

Per Isabella


Desejo que se um dia tiver que escolher entre o Brasil e a Itália que você escolha si mesma
desejo que sua imaginação voe alto como uma pipa no céu
e que suas dúvidas sejam tantas quanto as suas certezas
que seus cabelos finos sejam acariciados pelos ventos do norte, sul, leste e oeste
que seus olhos, refletidos em uma xícara de um café, possam não se dar conta do passar dos anos
e que eles não se cansem de indignar-se se outros olhares fugirem dos seus
que seus ouvidos acostumem-se ao som do berimbau, do bandolim, do axé e do Carnaval
que a sua coragem de descobrir diferenças seja maior que a vontade de convencer
que seus sonhos tenham a força de fazer as malas e partir sem destino
e que seja qual for a sua fé você agradeça pelo dom da vida
que seu sorriso ingênuo enriqueça os outros como um campo de trigo
que suas mãos delicadas destruam bolas de sabão mas construam barcos de papel
que seus pés firmes tropece em outros tantos pés descalços
que suas pernas de adulto te levem para onde você quiser
mas que teu coração de cirança conserve sempre, e ainda, um pouco do meu.



Quinta-feira, Agosto 11, 2005
 
Buongiorno a tutti


La colazione ideale secondo Ane....


















La colazione ideale secondo Isabella...



 
Adeus romantismo

Ontem, aqui na Itália, muita gente esperou ansiosa a famosa Notte di San Lorenzo.
Todas as noites de cada 10 de agosto é tradição olhar para o céu, esperar uma estrela cadente e fazer um pedido.
Cientificamente, a queda de estrelas comum neste dia do ano está relacionada a passagem de asteróides da constelação de Perseu na órbita terrestre. Segundo a crença popular, este espetáculo de estrelas lembra as faíscas da grade com a qual San Lorenzo foi condenado ao martírio.
Pois bem. Se antes a maioria dos italianos pedia para encontrar sua alma gêmea, uma pesquisa realizada este ano com 120 italianos com idade entre 17 e 45 anos revelou que os desejos mais frequentes são um empréstimo para comprar uma casa, um carro, um trabalho bem remunerado e a fama.
A vontade de encontrar um companheiro está no sexto lugar do ranking dos desejos e tem também quem sonha em casar com um jogador de futebol ou em virar Velina, ou seja, bailarina de um programma de televisão.

PS. Trilha sonora para a noite de San Lorenzo poderia ser La donna canone, di Francesco de Gregori



Quarta-feira, Agosto 10, 2005
 

All we need is LAV

Aqui na Itália, um dos problemas mais comuns neste período de êxodo para as férias de verão é o abandono de animais domésticos, principalmente de cães e gatos.
Muitas pessoas que não podem deixar o próprio animal de estimação com algum conhecido e não tem condições de pagar uma clínica veterinária acabam abandonando-o.
No Brasil temos um sheep dog lindo chamado Adonis e desde que vim para cá não faltou vontade de ter um cachorro. Acabei deixando a idéia de lado porque trabalhava, estava o dia inteiro fora de casa e não queria deixar o animal sozinho dentro do nosso apartamento.
Infelizmente, Roma está no vértice das estatísticas sobre este tema mas a boa notícia é que há cerca de um ano o abandono de animais é um crime previsto por lei (189/04) e quem cometê-lo pode pegar um ano de prisão, além de ter que pagar uma multa que oscila entre mile dez mil euros.
Pode ser que a lei só fique no papel mas ter transformado um ato tão cruel em crime é um primeiro passo.
Por aqui, uma das organizações mais ativas na lobby a favor da rigorosa aplicação desta lei è a LAV (Lega Anti Vivisezione), que também criou um número telefônico (tel. 848.588.544) para quem quiser denunciar quem maltrata qualquer animal. Nestes primeiros seis meses, a LAV recebeu mais de mil denúncias telefônicas. O caso mais frequente é aquele de pessoas que viajam e deixam o cachorro na sacada do appartamento, sozinho, por um mês inteiro.

Por outro lado, cresce por aqui o número de iniciativas a favor de nossos amigos de quatro patas. Algumas praias foram reservadas exclusivamente a quem tem um cachorro e em savona, acreditem, uma sorveteria serve o Ice-Bau, sorvete sem açucar, ovos ou chocolate servidos em casquinhas sem glúten e dedicado exclusivamente aos cães. E o melhor de tudo è que eles ainda podem escolher entre os sabores baunilha, morango ou limão.



Segunda-feira, Agosto 08, 2005
 
Le ultimissime

A temperatura caiu um pouco por aqui e então nossa vida ficou bem mais fácil. No domingo fomos convidados para almoçar com os tios e uma prima do Alfredo. Eles têm uma linda casa de campo a poucos minutos de Viterbo, interior de Roma, perto de um lugar belissímo chamado Lago di Vico (foto). Estávamos com medo de enfrentar um congestionamento, típico deste período de férias mas correu tudo bem e passamos um dia bem tranquilo.


Hoje Isabella tomou suas primeiras vacinas, seis para ser mais precisa, todas elas aplicadas com uma única injeção na coxa direita. Fiquei com dó dela só de olhar para aquela seringa, mas como é para o seu bem não pude fazer outra coisa a não ser consolá-la depois da picada. Enquanto aguardávamos a nossa vez, duas senhoras sentadas na minha frente com crianças no colo conversavam sobre creches. Uma comentava que o seu pedido de um lugar para o filho na creche municipal tinha sido aceito. A outra dizia que como as creches municipais têm muitos filhos de extracomunitari (leia-se estrangeiros que não fazem parte da União Européia) ela preferiu colocar o filho em uma creche particular. Sem comentários.

Voltamos para casa e enquanto Alfredo estava sentado na sacada do nosso apartamento, três travestis brasileiros passam na rua e mandam um beijo para ele. Ele me chama dizendo, amore, ci sono i tuoi connazionali.

Menu do almoço de hoje: tortellini de presunto cru com sugo de melão. Prometo publicar a receita, maravilhosa, assim que der.



Sexta-feira, Agosto 05, 2005
 

Solo una sana e consapevole libidine salva il giovane dallo stress e dalla Azione Cattolica!
Zucchero


Não um único filho, mas cinco, dez, até um time de futebol. Depois da fúria que as últimas decisões liberais do governo Zapatero causaram no Vaticano, com certeza esta declaração de Domenico Dolce não vai passar em branco.
Dolce, que com Stefano Gabbana forma uma das duplas mais famosas do made in Italy, declarou a Vanity Fair que adoraria a idéia de ter uma família numerosa, que cria confusão na mesa de jantar mas que sua condição de homosexual, em um país como a Itália, obriga-o a optar pela adoção ou então pela fecundação artificial em outras terras. Vale lembrar que o recente referendum a favor da fecundação artificial não foi aprovado por aqui.



Quinta-feira, Agosto 04, 2005
 
A segunda perda

Hoje de manhã, assim como previsto, levamos novamente a Isabella para uma consulta com a sua pediatra.
Ela se chama Barbara e é uma pessoa incrível. Imaginem que ela tem mais de 1.500 pacientes, mas sempre se lembra do nome de cada um deles, do nome dos pais de cada um e de toda a história médica de cada criança.

Super disponível, ela atende cada paciente com o máximo de atenção e bom humor e sempre risponde aos pais aflitos que telefonam incessantemente para o seu celular. Tivemos realmente muita sorte em encontrar uma ótima pediatra que faz parte do sistema de saúde público.

Isabella submeteu-se a todos os exames possíveis sem chorar. Nem quando ela colocou uma espátula dentro da boca ela não reclamou.

Em termos de crescimento ela está indo muito bem, obrigada. Dia 13 de agosto ela completare trêse meses (o tempo voa) e hoje pesava 4.920 kg. A altura dela? Cerca de 59 centímetros, contra os 46 iniciais. Além disso, Barbara colocou-a sentadinha e ela ficou assim mesmo, segurando o peso do corpo. Ela repetiu que seus reflexos são típicos de uma criança maior.

Estava mesmo esperando por esta consulta porque estes dias Isabella não mama muito no peito. Desde que deixei o hospital os médicos pediram para que eu desse a ela o complemento de leite com a mamadeira porque eu tinha pouco leite. Nesses três meses, a cada mamada ela era amamentada no peito e, em seguida, com a mamadeira.

O que me deixou um pouco triste é o fato de saber que, obviamente, não poderei amamentá-la por muito mais tempo porque a minha quantidade de leite diminuiu muito. Claro que eu sei que o importante é ela crescer bem e que meu papel de mãe não muda em função desta mudança fisiológica. Mas estaria mentindo de dissesse que não sentirei falta de compartilhar com ela o prazer de amamentá-la naturalmente.

Agora entendo que, como muita gente diz, este também é um momento de perda, perda de algo mágico. A primeira perda seria o parto. Mas tudo bem, tantos outos doces momentos estão por vir.



Quarta-feira, Agosto 03, 2005
 
Vandalismo



Acho que já comentei aqui que Florença é a minha cidade italiana preferida. Me apaixonei pela cidade desde a primeira vez que estive lá e toda vez que volto è um grande prazer.

E hoje estava vendo o jornal quando soube que dois vândalos destruiram a mão direita da estátua do Nettuno, um dos principais monumentos da Piazza della Signoria. As filmadoras da prefeitura registram tudo mas por enquanto os autores desta barbaridade ainda não foram pegos.

E por falar em vandalismo, ontem em Roma o mesmo louco que já incendiou diversos carros durante a noite atacou de noite, facendo a mesma coisa e destruindo uns 50 automóveis.

Não vejo muitos muros pixados mas atos de vandalismo como estes não deixam a desejar para nenhum país de terceiro mundo.



Segunda-feira, Agosto 01, 2005
 
Yes, finalmente se respira dentro desta casa. Sábado instalamos dois aparelhos de ar-condicionado aqui em casa. Antes era contra a idéia, mas com o calor infernal destes últimos dias Isabella estava sofrendo e nada conseguia acalmá-la, nem mesmo 3 banhos por dia. Sabem aquele calor que gruda no corpo?

Eu sou amante do inverno, como já disse diversas vezes, e para alguém do frio, como eu, quinta-feira passada foi um dia infernal. Parecia que o forno estava o tempo inteiro ligado dentro de casa.

Vi na TV que em Milão mais de mil pessoas telefonaram para o pronto-socorro estes dias. Sendo assim, o ar condicionado foi um gasto necessário. Claro que estou atenta a não expor a Isabella mas nada como ter 25 graus dentro de casa quando fora parece que está facendo 40.

Sinceramente, se estendo a roupa de manhã só tenho coragem de sair na sacada de novo de noite. E assim passamos o sábado organizzando a confusão e limpando a sujeira que os técnicos fizeram aqui em casa.